Parei de me iludir quando descobri que
A esperança é gás tóxico
Que só existe no vício
Inocente de quem ainda compra
Balinhas soft
Augusto F. Guerra
Contos, crônicas, poemas, fotopoemas e outras palavras
Teu (versos pronominais)
Ah, esse seu ar!
Seu olhar...
Só seu!
Outro dia aquilo,
Hoje isto,
Ontem... Talvez!
Sua instância
Em ser só sua,
Seus sins
Meus nãos
Ah, a mim é que não vai apagar
Nem pagar tal feita
A pagar, não serei mais eu
Nem meu,
Nem nós
Mas, tu.
Joaquim A. vasconccelos
Parei de me iludir quando descobri que
A esperança é gás tóxico
Que só existe no vício
Inocente de quem ainda compra
Balinhas soft
Augusto F. Guerra
Mais uma vez estou de frente para o abismo
E lá está a imagem de meu tormento
As madeixas longas e negras das ondas do mar
A pálida e sedutora brancura da areia sedosa
Os contornos sensuais e convidativos das duras rochas
A voz serena e doce do vento aos meus ouvidos
Que vem do mar, que não me chama... Mas incita-me
Ah, mar!
Um mar que já tem dono; é da terra e com ela
Faz matrimônio
Mas a estúpida voz da minha ilusão me diz
Para cortar o vento que nos separa e
Lançar vôo ao infinito, mergulhar
Na esperança gasosa e alcançar
Seu seio límpido, e me afogar
Em seu peito indiferente
Augusto F. Guerra
Ao som do vento ruidoso
Bailam as folhas da palmeira
Indiferentes aos
Olhares desatentos
Atenta ao passante
Que se disfarça de dor
Agita-se e lhe acena
Pede à brisa um favor
Doce lembrança de beijo furtivo
Augusto F Guerra